Duo Tunna lança clipe de “Transe Psicodélico” para paixões separadas pela quarentena

Nesta sexta-feira, dia 25 junho, o duo Tunna estreia o clipe de “Transe Psicodélico”, faixa do disco “Avenida Elétrica”, lançado em janeiro deste ano. A música, um dancehall futurista, conta a história de simulacro de um novo “crush” e toda fantasia que essa situação envolve. Um amor que estava em seu auge, mas que por algum motivo foi interrompido e ficou restrito à imaginação e devaneios.

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Reprodução

“Eu queria atravessar a cidade inteira, só pra te encontrar”, diz o primeiro verso da canção ilustrada com imagens que reúnem misticismo, psicodelia, jogo de sombras e cores fortes. A dança, composição e a performance se mesclam com uma batida cativante e fotografia impecável para narrar os desejos de duas mulheres bissexuais.

Dirigido por Júlia Rodrigues, o clipe busca uma narrativa diferente e mostra a relação permeada de desejos dessas mulheres que se atravessam e flertam, num lindo jogo de sensualidade, sedução e carícias. Tudo acaba num desfecho misterioso, guardado só para quem quer se envolver por inteiro em suas paixões – ou quem sabe por quem espera o fim do isolamento. A diretora revela: “Transe já era uma das minhas músicas favoritas do álbum e assim que ouvi imaginei essa cena de dança frenética feita pela pessoa que é objeto de paixão de quem canta. Quem já esteve apaixonado conhece a sensação, não importa o que você está fazendo, a pessoa amada sempre brota no meio do pensamento dançando, sendo linda.”

Anna Crô, cantora do duo, afirma que “quando a gente pensou inicialmente na luz e em quem ia participar do clipe, isso ficou bem evidente. Por que não? As duas mulheres que participam do clipe são bissexuais. E se essa referência ajudar alguém a entender melhor a própria sexualidade, será show. Eu me entendi como bissexual não tem nem 10 anos e se tivesse tido mais referências quando mais nova, certeza que teria evitado muito sofrimento psicológico. Como produtora de um produto cultural e bissexual, sinceramente acho q não fiz mais do que minha obrigação”.

A dançarina Pâmela Amy, 27, bissexual, uma das personagens da narrativa, explica que “a coreografia é minha intuição e estudo sobre a dança contemporânea. No dia da gravação me senti acolhida e à vontade para realizar o meu trabalho. Assim tudo flui como planejado”. Sobre sua sexualidade ela afirma que “a bissexualidade por vezes foi vista como algo confuso até mesmo por quem é LGBT, acredito que temos muito a evoluir entre nós. Temos que expandir e dialogar com todes. Fazer esse clipe no Brasil sendo preta, bissexual e periférica é um manifesto.”

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