Respeito ao nome social é tema de sensibilização na saúde de Mesquita

Em 17 de maio, comemora-se o Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia. Em Mesquita, na Baixada Fluminense, uma homenagem à data será realizada nesta terça-feira, dia 18. Na Clínica da Família Jacutinga, uma roda de conversa entre os funcionários está marcada para acontecer às 14h. A ideia é sensibilizar a equipe a respeito do direito da população trans de ser chamada pelo nome social em todas as unidades de saúde. Uma sensibilização com diversos funcionários da Secretaria Municipal de Saúde foi feita na semana passada. Agora, é a vez do profissional que representou a Clínica da Família Jacutinga se tornar um multiplicador de conhecimentos, dividindo a experiência da sensibilização com os colegas.

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Fico muito orgulhosa porque é exatamente isso que a gente quer. Mesmo antes da pandemia, em função da necessidade de manter o atendimento, não dava para a gente juntar todos os profissionais de saúde em um encontro. A ideia é mesmo que cada unidade mande seus representantes nessas ações e, depois, repassem as informações a todos os demais colegas. E eu, sempre que puder, farei questão de participar dessas reuniões específicas de uma unidade”, avisa Paulinha Única, que é uma mulher trans e representa a Coordenadoria de Diversidade Sexual no governo municipal.

Para conseguir fazer com que a experiência seja dividida com todos os funcionários da Clínica da Família Jacutinga, os profissionais foram divididos em três turmas. Ou seja, mais duas reuniões serão marcadas, abrindo o debate sobre a necessidade de respeitar a população trans da cidade.

Não é um favor que se faz quando você respeita o direito de uso do nome social. Ao contrário, isso é um dever. Quando você não trata a população trans de maneira adequada, acaba afastando ela do sistema de saúde. Isso é péssimo para as pessoas trans, que podem ficar com a saúde em risco, e para o município, que pode não conseguir desenvolver um trabalho preventivo adequado nesse público. Todos perdem”, avalia Anacleia Ferreira de Carvalho, gestora da clínica da Família Jacutinga.

 

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