Coletiva Profanas apresenta suas três obras no CRD – Centro de Referência em Dança da cidade de São Paulo

A Coletiva Profanas apresenta no CRD – Centro de Referência em Dança da cidade de São Paulo suas três obras encenadas fRuTaS&tRaNs-GRESSÃO. Histórias para Tangerinas e Cavalas-Marinhos, FURA! ou Um objeto de penetração e Cartas Para(Ti) nos dias 18, 19 e 20 de junho sempre às 21 horas.

A primeira peça fRUtAS&tRANS-GRESSÃO Histórias para Tangerinas e Cavalas-Marinhos ou PALESTINA LIVRE!, de 2019, passou pelo Centro Cultural da Diversidade, Rede SESC, USP, pelo festival CÉU – Cena Universitária Nacional de Brasília da Universidade de Brasília, FIK – Festival Internacional de Arte e Cultural José Luiz Kinceler e por outras capitais. O espetáculo surgiu a partir do objetivo de naturalizar e problematizar a ‘presença’ corpos trans e não-bináries em cena durante cinco anos de pesquisa. Foi contemplada com incentivo do PROAC Primeiras Obras 2018.

FURA! ou Um objeto de penetração, que foi selecionada pelo o Edital Aldir Blanc, conta a história de Manfrin, diretora, atriz, dramaturga e produtora da companhia. Inspirada na auto teoria de Testo Junkie do filósofo e escritor espanhol Paul B. Preciado – que escreveu sobre processos cirúrgicos, hormonais, sociais, existenciais de sua própria transição -, a peça trata sobre estas questões que agora Manfrin passa. “Fura é o segundo momento de uma trilogia que eu escrevo para minha transição dentro de um ciclo social, etapas que um corpo travesti passa para se transicionar. Se em Frutas eu transicionei minha identidade, em Fura busco transicionar dentro da cabeça das pessoas. O que eu preciso fazer para que alguém me veja primeiro como uma mulher?”, explica a artista. A premiada atriz e diretora Janaína Leite assina a provocação cênica do espetáculo autobiográfico de Manfrin. “Janaína Leite tem um longo percurso de pesquisa em obras autobiográficas, desde Conversas com meu pai, onde ela aborda a própria experiência que sofreu de abusos do pai em diálogo com ele, depois Festa de separação, que trata literalmente do aniversário de separação dela com o marido, e Stabat Mater, em que atua com a própria mãe para falar dos abusos que sofreu do pai”, conta a atriz sobre a escolha da direção. “Nesta peça quero continuar a transformar transição em obra de arte, fazendo Arte Relacional, passando por várias estéticas do teatro, incorporando o audiovisual em projeções que fazem lembrar de sites de sexo on-line.”

Cartas Para(Ti), escrita em 2021, foi pensada a priori para ser realizada de forma

online, via o aplicativo Zoom. Em cena online: personagens e pessoas em construção: (quem nesses tempos não está se sentindo um pouco em construção?) Uma personagens que PÁRA e um que ANDA. Em uma tentativa frustrada de dar voz ao tempo, justo essa deusa tão discreta, mas perversa. Sábia. Voraz. Realiza-se nesta dramaturgia provocações e por isso [trans]dramaturgia em trans-í-[ação]. Trans-i-[ações] sempre demoram o exato tempo que necessitam. Nunca se apresse uma gestação ou uma lagarta em seu casulo. A transição tem seu tempo e ele depende da intenção, da experiência, da vocação e do ambiente numa somatória arbitrária temperada por desejo. Movimento. Lacuna que causa ação. Transicionamos porque temos desejo, e, desejamos porque sentimos lacunas. E como o que a boca diz se forma verbo, podemos dizer que estamos trans-i-[acionando!] … full time.

Manfrin é atriz, diretora, arte educadora, figurinista, palestrante e dramaturga. É formada em Artes Cênicas e Interpretação Teatral pela UnB e Direção Teatral pela UFBA. Atualmente, Manfrin defende sua pesquisa de mestrado acadêmico no PPGAC/ ECA /USP – SP na área de Teoria e Prática do Teatro, com a pesquisa intitulada “Práxis Queer da cena: Percurso de corpos travesti gêneres e trans não Binários nas artes cênicas contemporâneas brasileiras” sob orientação do estudioso de Teatro e Gênero Prof. Dr. Ferdinando Martins, professor da USP. Desde 2018, aprimora seu estudo sobre a interpretação cênica na Escola de Arte Dramática EAD- USP. É idealizadora e criadora da COLETIVA PROFANAS de Teatro, em que atua como diretora e performer, onde já residiu e produziu espetáculos em São Paulo, Salvador, Florianópolis e Ribeirão Preto.

Programação:

fRuTaS&tRaNs-GRESSÃO. Histórias para Tangerinas e Cavalas-Marinhos de Manfrin e Coletiva Profanas dia 18 de Junho às 21h00 no Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo (CRD)

FURA! ou Um objeto de penetração de Manfrin e Coletiva Profanas dia 19 de Junho às 21h00 no Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo (CRD)

Cartas Para(Ti) de Manfrin e Coletiva Profanas dia 20 de Junho às 21h00 no Youtube da Coletiva Profanas

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