Como conseguir um visto de trabalho permanente na Irlanda?

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A Irlanda é um dos países mais atrativos para brasileiros que desejam conquistar uma oportunidade profissional no exterior. Existem diversas vagas em áreas distintas que proporcionam um visto de trabalho permanente para que possam residir legalmente no país, ou até mesmo a possibilidade de abrirem seu próprio negócio na região. Seu mercado é rico e abrangente, mas, é preciso se atentar aos diferentes tipos de vistos de trabalho e o processo necessário para adquirir este documento e conquistar este sonho profissional.

Com cerca de 70 mil brasileiros morando no país, segundo dados divulgados no relatório Brazilian Entrepeneurship in Ireland, feito pela Unleashe, mais de 3.800 pedidos de vistos de trabalho do Brasil foram feitos em 2022 para a Ilha Esmeralda – motivados a conquistar uma maior autonomia e flexibilidade e, ainda, a gerar algum impacto positivo no mundo. No geral, o intercâmbio se torna a porta de entrada para a grande maioria para aqueles que decidem seguir essa jornada, onde podem aprimorar seu nível de inglês e, assim, adquirir a proficiência necessária para ingressarem no mercado.

Uma vez no país, o tipo de visto de trabalho que deverá ser solicitado irá depender da profissão almejada e/ou da escolaridade de cada um. Deles, os mais comuns e populares de serem adquiridos são o General Employment Permit e o Critical Skills Employment Permit, que substitui o antigo e famoso Green Card. Cada qual possui seus próprios requisitos e pontos de atenção que devem ser compreendidos por todos, para que não haja inconsistências ou problemas que prejudiquem sua aquisição.

O primeiro deles engloba categorias profissionais que não se encontram na lista dos cargos mais requisitados para a movimentação econômica da Irlanda, tais como garçom, publicitário ou técnico em redes de computadores. As oportunidades são extensas, contudo, é preciso que sejam reconhecidas pelo governo local e, ao mesmo tempo, não contrarie seus interesses representando uma ofensa aos interesses políticos ou econômicos irlandeses. Sua remuneração anual mínima gira em torno de 30 mil euros, e pode ser solicitada diretamente no site do governo.

Já o visto de Critical Skills, por sua vez, é destinado aos cargos altamente qualificados e essenciais para o crescimento econômico do país. Sua grande maioria inclui aquelas com maior demanda de mão de obra que se encontra escassa na região, tais como as vagas na área de TI como engenheiros e tecnólogos de alto escalão, por exemplo. Nesses casos, os candidatos devem ter uma proposta de emprego sólida de, pelo menos, dois anos para solicitá-la. Ao adquiri-lo, os profissionais devem permanecer na empresa por um ano no mínimo, para que consiga depois buscar por outra oportunidade caso deseje.

Alguns dos setores mais promissores para quem deseja buscar este visto incluem saúde, ciências naturais e sociais, tecnologia e finanças, turismo e hospitalidade, educação, transporte, construção e imobiliário, design e marketing. Para ser elegível, é preciso contar com uma remuneração anual mínima de 32 mil euros, assim como ter uma qualificação universitária aplicável. Seu envio deve ser feito com, pelo menos, 12 semanas antes da data proposta para o início do trabalho, para que haja tempo hábil para sua análise e finalização.

Há, ainda, a possibilidade de empreender na região em uma modalidade que hoje totaliza cerca de 1.300 negócios abertos por brasileiros, de acordo com o mesmo relatório. Apesar de terem de enfrentar certas burocracias, existem diversas iniciativas no país que buscam auxiliar esses empreendedores estrangeiros, como a Câmara de Comércio entre o Brasil e a Irlanda fundada este ano, a qual busca atrair a atenção do governo brasileiro perante os empresários na Irlanda, de forma que consigam encontrar soluções viáveis para escalar seus negócios.

Conquistar um visto de trabalho permanente na Ilha Esmeralda não é um processo complexo, uma vez que existem diversas carreiras a serem seguidas e uma demanda latente em uma grande quantidade de áreas. As possibilidades de crescimento profissional são enormes, basta compreender as especificidades de cada tipo deste documento buscar a vaga que esteja mais alinhada com seu perfil e objetivos.

Danilo Veloso é diretor comercial da SEDA College. Formado em administração de empresas, trabalhou por seis anos como camelô até conquistar uma vaga na área de cartão de crédito e conciliação bancária em uma companhia aérea. Após três anos no cargo, deixou a posição para estudar inglês na Irlanda, onde começou a trabalhar em agências de intercâmbio.

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