Vanessa Guimarães: A primeira brasileira lésbica ter filho por inseminação artificial

Há décadas o movimento LGBT luta por igualdade entre pessoas de dentro da comunidade e fora dela, apesar da luta ser diária, a biomédica e autora Vanessa Guimarães, de 45 anos, é um grande marco para o Brasil. Até onde se registra, ela foi a primeira brasileira lésbica a engravidar por inseminação artificial, os processos foram iniciados quando a prática não era permitida entre casais homoafetivos em território nacional.
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Em 1999, a carioca procurou profissionais da área para iniciar os processos para a gravidez, chegou a conversar até mesmo com o médico que fez a inseminação da Xuxa Meneghel para o nascimento de Sasha, mas foi impossibilitada de dar continuidade por não poder utilizar um banco de semens, já que se tratava de uma relação homoafetiva.

Encontrando esperança em Boston (Estados Unidos), em 2000 a biomédica foi até a capital de Massachusetts para realizar o sonho de ser mãe. Após um ano, especificamente em 2001, nasceu Kailany Guimarães, o filho mais velho de Vanessa Guimarães, época que os casais homoafetivos não podiam registrar seus filhos.

A família cresceu após alguns anos, em 2006 nasceu Krishna Guimarães, época em que já era permitida a gravidez por meio de inseminação artificial em casais homoafetivos no Brasil, porém somente alguns anos depois que o casal conseguiu dar início ao processo da inclusão de duas mães na certidão de nascimento.

Formada em biomedicina, Vanessa Guimarães é empresária do ramo de análise clínicas e estética, estreou na literatura em novembro de 2020 e foi vencedora do prêmio Coerência Choice Awards 2020 na categoria Melhor Suspense. Em sua obra de suspense policial, a artista apresenta um alter ego que reflete em uma família composta por duas mulheres bem resolvidas e seu filho.

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