Holanda Conecta discute Corpo e Território em evento gratuito em São Paulo

Na última edição do Holanda Conecta de 2021, acontece um encontro presencial sobre o tema “Corpo e território: Direito à cidade em uma perspectiva transfeminista” no dia 21 de outubro de 2021 (quinta-feira), das 19h30 às 22h40, no Cabaré da Cecília, no bairro da Santa Cecília, em São Paulo. O evento é totalmente gratuito e aberto ao público geral, mas as vagas são limitadas. Para participar é necessário fazer inscrição através do link: https://nufficnesobrazil.typeform.com/to/TRMFyxFb. Ao final, todos os participantes podem seguir a discussão durante um happy hour, na parte externa do espaço. O uso de máscara é obrigatório durante todo o evento.

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Reprodução

A partir do documentário de curta-metragem “Esperando o pôr do sol chegar”, produzido em 2021 pela Nuffic Neso Brazil, busca-se compreender como o espaço urbano das cidades atua restringindo a mobilidade de uma parcela significativa da população, dentro dos limites impostos por uma política de controle sócio territorial e do corpo-território. A discussão será conduzida pela geógrafa, pesquisadora e arte-educadora Uma Reis Sorrequia, com a participação da multiartista e moradora da comunidade do Sol Nascente-DF Pietra Sousa e da cantora, compositora e apresentadora Jup do Bairro.

O debate abordará questões como: Direito à cidade: que corpos usufruem da diversidade socioespacial que o espaço urbano das cidades proporciona? Biopoder: o poder de regulação, controle e vigilância sobre os modos de vida; Transfobia/transódio como um instrumento de segregação socioespacial ou de uma inclusão precária, marginal e vulnerável? O corpo como “primeira” dimensão espacial e de construção das relações na cidade, e também como “primeiro” território de violência: corpo-território.

Sobre “Esperando o Pôr do sol chegar”

O documentário de curta-metragem apresenta o cotidiano de Pietra, Daniela e Raimundo, moradores da comunidade do Sol Nascente, localizada em Brasília/DF, a apenas 35 quilômetros do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional. Os relatos remontam a história do bairro e refletem como a fragilidade do serviço de transporte pode ser a porta de entrada para outros problemas estruturais como acesso a emprego, educação e cultura. A noite termina com uma performance feita pelo multi-artista e filósofo ALI, que tem trabalhado com temáticas relacionadas a democratização de hormônios, tecnologia e corpo em sua estética e está em processo de divulgação das faixas do álbum GLITCH, que deve ser lançado até o final do ano.

Sobre ALI
Filósofo e multi-artista, foi considerado pelo Fórum Cidadão Global da Revista Valor Econômico como um dos 09 brasileiros que mais lutaram pela igualdade e justiça social durante a pandemia. Seu primeiro álbum ‘GLITCH’ versa sobre a ciborguização dos corpos e as nossas relações com as redes sociais.

Participantes

Pietra Sousa
Cantora, escritora, compositora, instrumentista, intérprete, atriz e performer dentre outras práticas artísticas de fuleiragem. Moradora do Sol Nascente-DF, Pietra carrega na sua trajetória artística e na vida, imaginários e práticas de quem bebe das fontes indígenas e africanas. De narrativa e voz melancólica, ancestral e potente, discorre sobre suas vivências e possibilidades em ser transeunte pelas estradas do Cerrado, retratando diversos temas dentro das afetividades, violências, encantarias e o mundo dos sonhos.

Jup do Bairro
Multiartista, em 2007 Jup do Bairro encontrou nas artes a possibilidade de externar suas vivências, dores e delícias. Na música, integrou por cerca de três anos a banda da também multiartista Linn da Quebrada, como sua parceira musical, performer e colaborou na criação do álbum Pajubá, lançado em 2017. Simultaneamente, criou o projeto BAD DO BAIRRO, ao lado da produtora musical e DJ BADSISTA. Foi ela quem também assinou a produção musical do EP CORPO SEM JUÍZO, divulgado por Jup em 2020. Trabalho de estreia da carreira solo da cantora, o EP foi sucesso de público e crítica, rendendo para Jup os prêmios Multishow e APCA na categoria de Revelação do Ano no mesmo ano.

Uma Reis Sorrequia
Arte-educadora no Museu da Língua Portuguesa (MLP); Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo (PPGCOM/ESPM); Cursando o aperfeiçoamento em Infâncias e Direitos Humanos (CLACSO); Licenciada em Geografia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), tendo realizado parte de seus estudos de graduação na Universidad Nacional de Córdoba (UNC) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ativista, militante e defensora dos direitos humanos, em especial da população LGBTI+, transfeminista, cuir, sudaca e decolonial.

Sobre o Holanda Conecta
Iniciativa, criada em 2015, pelo Nuffic Neso Brazil, onde abrimos espaços para profissionais e representantes da sociedade civil compartilharem sua trajetória e participarem de discussões ligadas a grandes desafios globais.

SERVIÇO RÁPIDO
Holanda Conecta
tema: Corpo e território: Direito à cidade em uma perspectiva transfeminista
dia: 21 de outubro de 2021, a partir 19h30 (quinta-feira)
programação:
Exibição do curta “Esperando o Pôr do Sol chegar” – 19h35
Debate com Uma Reis, Jup do Bairro e Pietra Sousa – 19h50
Exibição do clipe “Tecnogenero” do cantor ALI – 20h40
Happy hour – 20h45
Performance Tecnogenero (DJ) – 21h30
local: Cabaré da Cecília
rua fortunato, 35
santa cecília – são paulo – sp – 01224-030
site: nesobrasil.org
valor: gratuito aberto ao público geral, mas as vagas são limitadas.
Para participar é necessário fazer inscrição pelo link: https://nufficnesobrazil.typeform.com/to/TRMFyxFb
*O uso de máscara é obrigatório durante todo o evento

“Esperando o Pôr do sol chegar”

Ficha técnica
• Direção e edição: Aristides Morgão
• Roteiro e entrevistas: Simone Perez
• Assistente de direção: Vinícius Rosemberg
• Produção executiva: Eduardo Zdanowicz e Kariny Nery
• Fotografia: Ana Izetti Mendonça e Luiz Ferreira

Entrevistados:
• Pietra Sousa
• Raimundo Nascimento
• Daniela Ramos

 

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