Marcus Anoli em novas frentes no audiovisual

O ator e bailarino Marcus Anoli completa 51 anos em 2022 e com vários projetos. O goiano da cidade de Anápolis, encerrou temporada com o espetáculo “Dançando do Meu Jeito”, que ficou em cartaz nos meses de janeiro e fevereiro no Rio, e estreará um musical com data prevista para maio, além disso, estará em novas frentes no audiovisual.

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– Fiz alguns curtas, adquirindo poeira de set, como diz um amigo. Em agosto de 2021, em São Paulo, fiz “Tolerado” escrito por Whintney Pollato e dirigido por Jaqueline Souza, que retrata um casamento aparentemente feliz, mas a jovem esposa vê todos os seus gestos e provas de amor sendo negligenciados pelo marido. Nele faço Eduardo, um homem de meia idade casado com Camila, uma mulher de 25 anos. Ele é bem-sucedido e está em ascensão profissional, por isso nunca tem tempo para esposa. Ele dá a ela uma vida de conforto e luxo, mas a atenção e o amor que ela tanto deseja ficam a desejar – diz Anoli.

Após a experiência em “Tolerado”, com previsão de estreia ainda esse ano, Marcus voltou ao Rio e começou mais dois curtas ao lado de Sueli Guerra. Ambos os trabalhos com temáticas atuais, porém com personagens bem distintos.

– Sueli Guerra estava com um projeto de dois curtas e eu embarquei com ela. O primeiro “Foi Você, Fui Eu”, filme que retrata o abuso e agressão contra a mulher. Nele vivo um marido ciumento e possessivo que não permite que a esposa viva fora dos limites da propriedade onde moram. Ele a tranca em casa quando sai. A mantém refém, só podendo circular pelo jardim quando ele está por perto, fora vários outros tipos de agressões que infelizmente muitas mulheres são submetidas. Mas chega o dia em que ela decide tomar uma atitude. O segundo foi “Rastros de Glitter”, um filme LGBTQIA+ que retrata o cotidiano de um homem másculo, metódico, de vida tradicional, casa e trabalho. Em casa ele acompanha notícias sobre a vida das drags, transformistas e transsexuais. O desejo de se libertar é grande, mas os conflitos são ainda maiores. Esse curta está no momento correndo o mundo nos festivais LGBTQIA+ – completa o ator.

No final de 2021 Anoli fez mais uma produção, essa com direção de Lucas Leal.

– O curta se chama “Curioso”, que poderá ser visto em breve, nele vivo um arquiteto, extrovertido, dominador, apreciador de vinhos e de ilustrações de Tom of Finland. Ele acaba de se mudar e tem como vizinho João, que começa a ouvir muitos barulhos vindo do apartamento recém alugado, não usávamos nome nenhum no filme, então fiquei sendo chamado de “Vizinho”. João começa a se incomodar e decide ir saber o que está acontecendo. A partir daí a curiosidade de João aumenta e eles começam a interagir pela porta que nunca é aberta completamente. Até que um dia a porta está entreaberta e João não consegue segurar a curiosidade e descobre o que acontece no apartamento. O resto da história não posso contar, pois estaria dando spoiler (rs) – finaliza.

Instagram oficial: https://www.instagram.com/marcusanoli.oficial/

Sobre Marcus Anoli:

Bailarino, Anoli iniciou sua carreira na Escola Municipal de Dança de Anápolis (GO). Lá fez parte da primeira formação do Corpo de Baile da Cidade. Ele é licenciado em Dança pela Escola de Comunicação e Artes do Centro Universitário da Cidade (UNIVER_CIDADE RJ), além de pós-graduado em Teatro Contemporâneo pela faculdade Dulcina de Morais em Brasília. Integrou a ‘Cia de Dança da Cidade’, dirigida por Roberto Pereira e direção artística de Marise Reis, onde fez parte de um projeto inédito no Brasil que pesquisou, e remapeou, o percurso da dança no Rio de Janeiro. Para a primeira temporada foram selecionadas quatro peças para remontagem: ‘Suíte Barroca’, de Nina Verchinina (1973), ‘Catar’ (1987), de Lia Rodrigues e João Saldanha, ‘Dança de III’ (1994), de João Saldanha e ‘Valises’ (1996), de Ana Vitória.

Os primeiros passos como ator foram em Brasília onde fez vários cursos livres. Sentindo necessidade em se aprimorar veio para o Rio de Janeiro, aos 23 anos, para estudar na Casa das Artes de Laranjeiras RJ (CAL), onde se formou em Artes Cênicas. Se destacou em peças como “Hair” e “A Ópera do Malandro”, ambas com direção de Jeff Moreira, “A vida como Ela É” direção de Marcus Alvisi, “Bonitinha, mas Ordinária” direção de Ticiana Studart, “Hamlet” direção de Marcus Alvisi e “Morte e Vida Severina” direção de Luiz Fernando Lobo.

– Uma peça que me marcou foi ‘Hamlet’ com Diogo Vilela. Eu tinha me formado na CAL e Marcus Alvisi, que já havia me dirigido em “A Vida Como Ela é”, me convidou para fazer parte do elenco dessa sua nova produção. Foi um aprendizado, trabalhar ao lado de Suzana Faine, Camila Amado, Antônio Pedro, Ricardo Petralia e, claro, do Diogo Vilela. Fazer parte desse elenco foi praticamente uma pós-graduação em história do teatro. Diogo é uma das pessoas mais generosas que conheço, comprometido e dedicado ao extremo. Tenho muita gratidão por tudo que aprendi com ele e todos daquela equipe – ressalta.

Também trabalhou com projetos audiovisuais como os curtas metragens ‘ENTRE’, pelo qual recebeu o prêmio de melhor ator, ‘Todas as minhas cores’, ‘DNA’ entre outros.

– Em minha trajetória me sinto vitorioso, e acredito que minha arte me levou a romper barreiras e sempre me reinventar, superar e acima de tudo me deu forças. Sinto-me privilegiado por ter tido a oportunidade de levar produções brasileiras para outros países e agregar conhecimento ao assimilar novas culturas. Mostrar ao mundo que, mesmo com a falta de apoio cultural que existe no Brasil, somos um povo criativo e de cultura muito rica, é motivo de grande orgulho para o artista – ressalta.

Fora do Brasil Marcus destaca seu trabalho na montagem de “Morte e Vida Severina” que ficou em cartaz em Lisboa (Portugal) em 2000.

– Era uma peça itinerante, feita nos pátios do Castelo de São Jorge. Não tem como dimensionar, a peça começava na entrada do castelo, de uma forma muito singela e aos poucos ia ganhando dimensão. Meu personagem era um frei no estilo Franciscano, lembro de estar passando por uma ala dos castelo e duas senhoras vieram me pedir a benção achando que eu era um frei de verdade. Foi um trabalho árduo, que demandava uma resistência física imensa, mas o resultado valeu muito a pena – diz ele sobre a experiência.

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