Dia Internacional contra a Homofobia: toda forma de amor precisa ser respeitada

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Já sabemos que ainda existe um grande preconceito contra os homossexuais, atitude essa que deve ser combatida para que possamos formar uma sociedade que esteja baseada na tolerância e no respeito ao próximo, independentemente da sua orientação sexual.  O Dia Internacional Contra a Homofobia é comemorado em 17 de maio em lembrança à data em que o termo “homossexualismo” passou a ser desconsiderado e a homossexualidade foi excluída da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS), na referente data, de 1990. No Brasil, a ocasião está incluída no calendário oficial do país desde 2010.

Vale ressaltar que o objetivo desta data é debater os mais variados tipos de preconceitos contra as diferentes orientações sexuais e identidades de gênero, além de gerar o desenvolvimento de uma conscientização civil sobre a importância da criminalização da homofobia.

Toda forma de amor é válida e é preciso saber respeitar as diferenças. Por isso, a BibliON – biblioteca digital gratuita de São Paulo – separou livros com o tema contra a homofobia para que todos possam aproveitar e se inteirar sobre a causa. Todos os livros estão disponíveis para leitura gratuita, confira:

Entre nós mesmas Poemas reunidos – Audre Lorde

O livro Entre nós mesmas – Poemas reunidos conjuga três obras fundamentais da trajetória poética da escritora, poeta e ativista norte-americana Audre Lorde, publicadas nas décadas de 1970 e 1980, período de seu maior engajamento pelas causas do movimento negro, LGBT e dos direitos civis nos Estados Unidos. Juntos aqui, Uma terra onde o outro povo vive (1973), Poemas escolhidos – velhos e novos (1978) e Entre nós mesmas (1982), este último que dá nome à esta edição, apresentam um potente panorama da produção de sua poesia, meio de expressão em que Audre Lorde melhor refletiu sobre os temas da opressão social, a violência contra a população negra, a diáspora africana e as referências de sua cultura iorubá, o feminismo, filhos e o amor.

“Este Entre nós mesmas nos oferta poemas que, como todos os bons poemas, exigem diversas leituras. Não se trata de uma poesia a ser explicada, contextualizada, mesmo à guisa de introdução, é mesmo fundamental a experiência de lê-la, porque a poesia de Audre Lorde é uma circunferência de ressonância (não cabe em caixas, urge reiterar) da mulher profunda que guardamos, ainda num lugar mais recôndito do que a subjetividade. Uma mulher de múltiplas vozes e infinitas faces, uma mulher-Audre, que nos convida à implicação na transformação do mundo observando as sete direções que a ancestralidade africana nos propõe: à frente e atrás, em cima e embaixo, do lado esquerdo e do lado direito e dentro.”, aponta a escritora Cidinha da Silva, na apresentação do livro. A tradução foi feita por Tatiana Nascimento, poeta, tradutora e editora, juntamente com a também tradutora Valéria Lima.

A revisão técnica é de Jess Oliveira e o texto de orelha é de Joice Berth. O livro é bilíngue e traz ainda um glossário com dos termos de origem africana presentes na edição, um apanhado das obras de e sobre Audre Lorde publicadas no Brasil e no exterior e uma detalhada nota biográfica da autora.

Johnny, você me amaria se o meu fosse maior? Romance – Brontez Purnell

Um romance contra homofobia sujo, direto, em que não sobrevivem quaisquer tabus ou pudores. Lançado inicialmente por uma editora underground de São Francisco, na Califórnia, este romance conta a história de um artista que se autoclassifica como “gay old school” – personagem que guarda muitas semelhanças com o autor Brontez Purnell. O protagonista não confia nas novas gerações de homossexuais que invadem as ruas e a noite de São Francisco – aqueles jovenzinhos com seus capacetes “responsáveis” e suas bikes modernas, que não dispensam nunca o cinto de segurança e as camisinhas.

Enquanto nutre seu ódio por essa horda, ele sabota suas relações, embarcando em paixões instantâneas e muitas vezes inexistentes nos bares de cruising ou nos parques, nas saunas e em outros cantos e recantos de uma cidade cada vez mais conservadora. Além das questões da comunidade gay, Purnell também aborda, com humor ácido e ironia, as tensões raciais e a objetificação do corpo negro nos EUA, a depressão tão comum entre os gays americanos – especialmente os negros – e as relações sociais de um indivíduo soropositivo. Furiosamente original, cheio de vida, sinuoso, divertido, polêmico e transgressor, este romance de “não memórias” revela uma verdade avassaladora: há coisas muito mais assustadoras do que o HIV.

“Brontez é como uma língua de fogo, dura e crua, queimando seu caminho através de toda a falsidade gritante e a completa falta de sinceridade nas relações da cena gay – ou da música, ou humana – contemporânea. Esse audacioso romance, que não é um livro de memórias, queimou os  pelos da minha nuca e me fez rolar de alegria.” — S.F. BAY GUARDIAN

Elvis & Madona uma novela lilás – Vários autores

Elvis & Madona é um caso raro de sucesso duplo. Livro e filme marcaram toda uma geração, apresentando a história de amor da travesti Madona e da motoboy lésbica Elvis, no universo de sonhos, desejos e violência de Copacabana. Ambos arrebataram corações do público e da crítica, e o filme ainda ganhou diversos prêmios em festivais mundo afora.

O enredo engenhoso de Luiz Biajoni – que combina aventura romântica e trama policial – ganha esta edição especial dez anos depois de seu lançamento, com linguagem adaptada aos novos tempos e a mesma força arrebatadora que fez do romance uma obra histórica, decisiva na reinvenção do imaginário LGBTQIA+ no país.

Este livro é gay E hétero, e bi, e trans… – James Dawson

Este livro é gay trata de uma questão muito importante e, às vezes, de difícil abordagem entre professores, pais e jovens: a sexualidade e a homofobia. Com um texto muito claro e ilustrações engraçadas, o livro lembra um manual. O autor convida os leitores a refletir, de maneira honesta e sem preconceitos, sobre os desejos sexuais de cada um, defendendo, acima de tudo, o respeito às escolhas.

Políticas Públicas LGBT e Construção Democrática no Brasil – Cleyton Feitosa Pereira

Políticas públicas LGBT e construção democrática no Brasil é uma obra fundamental para os chamados Estudos LGBT, e auxiliará professores, estudantes e pesquisadores/as, além de ativistas e gestores/as interessados/as nas pesquisas sobre Gênero, Sexualidade e Direitos Humanos.

Seu diferencial consiste no profundo debate contra a homofobia e acerca das políticas públicas de direitos humanos voltadas para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – analisando um caso concreto, notadamente o Centro de Referência LGBT de Pernambuco – em articulação com os recentes debates teóricos sobre a construção democrática e os projetos políticos em vigor no Brasil contra a homofobia.

Outro ponto forte do livro é a exploração das trajetórias individuais dos membros e ex-membros deste Centro de Referência que valorizam a experiência e revelam o desenvolvimento das políticas públicas LGBT vistas e vividas dentro do Estado. Seus depoimentos revelam desafios e limites, bem como avanços e potências, que produzem reflexões em torno dos direitos humanos, da cidadania, da democracia, da participação social e das lutas pela igualdade e justiça protagonizadas pelo Movimento LGBT brasileiro.

Para utilizar o serviço gratuito, basta que os interessados acessem www.biblion.org.br ou baixem o aplicativo BibliON, disponível no Google Play e na Apple Store e realizem um breve cadastro. O usuário pode fazer empréstimos de até duas obras simultâneas, por 15 dias. A BibliON permite, ainda, ações como organizar listas, adicionar favoritos, compartilhar um livro como dica de leitura nas redes sociais, fazer reservas, ver histórico e sugerir novas aquisições. Por meio de princípios de gamificação, os associados conseguem acompanhar as estatísticas do tempo dedicado à leitura e participar de desafios.

O sistema de busca permite a  utilização de diversos filtros, como tema, autor, categoria ou título. É possível ler em dispositivos móveis, sem a necessidade de usar dados do celular, por meio do download prévio do título ou, ainda, ajustar o tamanho da letra e o contraste da tela; escolher diferentes modos de leitura para dia ou para noite e acionar a leitura em voz sintetizada, para saída em áudio do texto.

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