Sesc Bom Retiro apresenta A Inquilina. Peça propõe um novo olhar para a mulher de 50+

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O auge da alegria e da realização pode acontecer em qualquer idade. Dá para transar, mudar de trabalho, abrir um novo negócio, fazer uma faculdade ou se matricular numa aula de dança; enfim, enquanto houver vida e desejo há tempo para realizar sonhos e desejos. As atrizes e produtoras Luisa Thiré e Carolyna Aguiar falam das dores e delícias das mulheres de 50+ na peça A INQUILINA.

Do aclamado texto da dramaturga, escritora e romancista americana Jen Silverman, o espetáculo A Inquilina será encenado pela primeira vez no Brasil, com tradução de Diego Teza e direção de Fernando Philbert, premiado diretor carioca. Estreia dia 7 de julho no Teatro do Sesc Bom Retiro, em temporada até 6 de agosto, de quinta a domingo.

Aos 53 e 52 anos, respectivamente, Luisa Thiré e Carolyna Aguiar nem de longe pensam em diminuir a marcha. Estão no auge de suas vidas e tem um turbilhão de projetos a serem realizados. Entusiasmadas pelo tema, se misturam com as personagens ao falar de si mesmas enquanto definem Sharon e Robbin, seus papeis no espetáculo.

Mistério, humor, acidez, leveza, paixão e liberdade são ingredientes desta comédia dramática, que põe em xeque a capacidade das mulheres 50+ de se reinventarem. O resultado é uma história engraçada, surpreendente e bela sobre as alegrias e terrores da reinvenção pessoal na idade madura.

Corações a mil

“Eu me sinto tão cheia de vontades, até mais esperta, mais viva que há alguns anos quando estava assoberbada de tarefas maternas, matrimoniais e de trabalho. É hora de olhar pra mim, saber como quero que o mundo me veja. O que é essa nova adolescência, quando a gente sai assim para o mundo”, diz, Luisa entre risos. “Quero entender como é esse envelhecimento, esse amadurecimento.”

Como a amiga, Carolina não se sente resolvida ou pronta para se aposentar em nenhuma instância da existência. “Ela sempre me parece curta demais para tudo que eu ainda tenho pra descobrir. Todas as mulheres da minha família viveram mais de 90 anos; então, fiz uma promessa de até os 45 estar dando cambalhotas, estrelas e piruetas, brincando como criança pelo menos até a metade da vida.”

Luisa fala no plural: “Na peça queremos tratar dessa mulher de 50+. Queremos nosso espaço e individualidade, independente de ser mãe, esposa, amiga, dona de casa ou profissional. A gente precisa ser feliz. Atualmente é o que mais interessa porque estou passando por isso. Tenho em comum com minha personagem este momento da vida tão delicado, às vezes difícil, um terror mas também delicioso. É disso que estamos falando na peça”.

Carol, como é chamada por Luisa, segue: “Depois de meio século sinto que minha curiosidade, meu amor pela vida, meus medos e inseguranças, minha coragem e meu desejo não se arrefeceram. É só respirar fundo, olhar o fim do mar no horizonte, aprender uma música nova no piano, dançar ao vento… que uma onda de inocência, vigor, alegria e contentamento me invadem. E vejo mais 50 anos de múltiplas estradas a minha frente”.

A trama

A Inquilina é a história de duas mulheres acima dos 50 anos que querem dar uma virada na vida. A partir de um encontro, elas se espelham e se revelam. Tão diferentes e com vidas tão distintas – uma mora no Interior; outra, na cidade grande, ambas tem em comum a solidão nas dores e delícias de estarem nessa fase da vida, sem a demanda de filhos e de um casamento.

Sharon (Luisa Thiré), 52 anos, dona de casa, mãe, divorciada, vivendo numa zona rural se vê sozinha, sem perspectivas e sem recursos para se manter. Decide então, alugar um quarto de sua casa e dividir as despesas.

Robyn (Carolyna Aguiar), 53 anos, cosmopolita, vegana, lésbica e também mãe, precisa de um lugar para se esconder e uma chance de começar. Tudo em Robyn desperta uma curiosidade avassaladora em Sharon. Quando esta começa a descobrir os segredos de sua inquilina, sente-se encorajada a transformar sua vida completamente.

Sobre a tradução e a adaptação

Para Diego Teza, que assina tradução e adaptação de a Inquilina, o texto (The Roommate, no original), é uma “dramédia, sensível assim como as palavras escolhidas pela autora para contar a história dessas duas mulheres únicas que se encontram para dividir a mesma casa”.

Teza explica que alguns elementos da peça, como contextos regionalistas dos EUA, foram

adaptados para um melhor entendimento geral do texto. “A poesia slam, que aparece na peça, também mereceu atenção pois é um momento especial da dramaturgia e requer carinho.” Ele acredita que a tradução por si nunca acaba na figura do tradutor. “Depois que ela vai pra sala de ensaio, toda a equipe criativa coloca seu tempero para realçar a dramaturgia, e o público pode degustar um delicioso espetáculo.”

Sobre a encenação de A Inquilina

O diretor de A Inquilina Fernando Philbert detalha que a encenação se estrutura na construção das personagens, pois o espetáculo esta na mão das personagens e que é literalmente uma peça da força da interpretação.

“A encenação nasce na sala de ensaios junto com as atrizes e, assim, a dinâmica do que as personagens precisam para contar sua história, é o que determina o que existe sobre o palco. Aqui, uma mesa na cozinha com quatro cadeiras e duas cadeiras na varanda externa onde estão poucas caixas de mudança, formam o universo onde tudo irá acontecer. É tudo pouco, verdadeiro e simples neste lugar onde Sharon e Robin se encontram.”

Comadres e cúmplices

Amigas de colégio desde a adolescência, Luisa Thiré e Carolyna Aguiar são comadres (“Carol é madrinha do meu filho”) e, recentemente, atuaram juntas na peça A Guerra não Tem Rosto de Mulher, no Rio, São Paulo e Portugal. Depois de cumprir a temporada do espetáculo, que, em São Paulo, chegou a ser indicado a prêmio de Melhor Elenco, elas desejavam trabalhar juntas novamente.

Na pandemia, leram muitos textos até chegar em Diego Teza por intermédio de Fernando Philbert, que apresentou às duas várias peças traduzidas e adaptadas por Teza. Cada uma na sua casa, as atrizes fizeram a primeira leitura online. “Terminamos o primeiro ato às gargalhadas e o segundo, chorando. Somos totalmente cúmplices nesta história. Compramos os direitos autorais juntas, através do Diego, que representa a autora e fez toda a ponte entre nós e a agente dela nos EUA.”

Vida dinâmica e diversa

“A peça atravessa a gente contando a história dessas duas mulheres precisando se reinventar, se redescobrir”, diz Luisa, informando que tem 52 e Carol 53 anos. “Tive quatro casamentos, três deles com filhos e tenho que trabalhar para me manter. Volto a olhar pra mim, cheia de energia, desejos, vontades, sonhos, alegria, tesão, com todo o gás”, diz, lembrando que, entre tantas, perdeu o pai, recentemente – o ator Cecil Thiré, filho da atriz Tônia Carrero. “Meus dois filhos mais velhos já saíram e casa. O outro está com 15, quer dizer, volto a ter uma independência”, afirma ela, que gosta muito de trabalhar, de sair pra dançar, correr, fazer ginástica, ter uma boa alimentação.

Como Luisa, Carolyna também teve uma vida dinâmica e diversa até aqui. “Passei por dois longos casamentos, fiquei com dois filhos, seis enteados e agora netos. Na vida profissional fiz várias formações diferentes.” Carolyna se vê recomeçando uma vida nova, com projetos de trabalho e viagens, como se desbravasse um terreno novo. “Sinto uma força ancestral me levando adiante. O tesão e o desejo por novas experiências de vida não mudaram com o passar dos anos. Na estrada a minha frente brilha o sol e consigo enxergar cada vez melhor as maravilhas escondidas no caminho. E isso é a tragédia da vida: quanto mais sabemos apreciá-la, menos tempo dispomos dela.”

FICHA TÉCNICA

Elenco: Carolyna Aguiar e Luisa Thiré. Texto – Jen Silverman. Tradução e adaptação – Diego Teza. Direção – Fernando Philbert. Cenógrafa – Beli Araújo. Iluminador – Vilmar Olos. Figurinista – Karen Brustolin. Trilha Sonora – Rodrigo Penna. Diretor de movimento: Toni Rodrigues. Diretora assistente: Glauce Guima. Fotógrafo (Rio de Janeiro): Pino Gomes. Direção de Produção: Bárbara Montes Claros. Idealização – Luisa Thiré Produções e Oito Tempos Produções Artísticas. Realização – Sesc.

A INQUILINA
Estreia 7/7/2023, Sexta, 20h.

  • Temporada – Quinta a sábado 20h. Domingo às 18h.
  • Até 6/8/23. Duração 75 minutos. Preços – R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia) e R$ 15 (Credencial Plena). Ingressos a partir de 27/6, às 17h, pelo Portal Sesc, e presencialmente nas unidades a partir de 28/6, às 17h
  • Classificação etária – 16 anos.
  • Sessões com Acessibilidade: Dia 29/7, sábado: Libras. Dia 30/7, domingo: Audiodescrição.
  • Venha e volte de Transporte Gratuito:
  • Em dias de shows e espetáculos, o Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito de van da Estação da Luz até a Unidade. Saída da Estação da Luz (Saída CPTM, sentido José Paulino/Praça da Luz).
  • Ida: Quinta a Sábado, das 17h30 às 19h50. Domingos, das 15h30 às 17h50.
  • Volta: ao término do show para Estação luz.

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