73% dos brasileiros afirmam que as empresas têm preconceito em contratar LGBTQIA+

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Uma pesquisa realizada pelo Grupo Croma trouxe à tona uma realidade preocupante: sete em cada dez brasileiros acreditam que o último governo influenciou no aumento do preconceito de gênero ou orientação sexual no país. Esse dado revela um cenário alarmante em relação aos direitos humanos e à igualdade de gênero no Brasil. A pesquisa mostra que 53% dos brasileiros já sofreram algum tipo de discriminação pela sua orientação sexual. 

O aumento do preconceito de gênero e orientação sexual é uma questão que deve ser levada a sério, pois pode ter consequências graves para a vida das pessoas. O preconceito afeta a autoestima e a saúde mental das vítimas, além de promover a exclusão social e o desrespeito à dignidade humana. Ainda assim, os trabalhadores LGBTQIA + desejam maior participação no mercado de trabalho, 72% gostariam de ver mais propagandas com elementos de diversidade e 68% declaram que as propagandas ajudam a criar uma sociedade mais tolerante à diversidade. 

Segundo Tábata Silva, gerente do portal de recolocação profissional Empregos.com.br, isso é resultado de um extenso histórico de exclusão que ainda traz reflexos na atualidade. “A presença dos LGBTQIA+ no mercado de trabalho ainda enfrenta muitas barreiras e desafios. São poucas as empresas que têm academias ou comitês de diversidade, que possuem ações para educar colaboradores através de bate-papos, palestras, rodas de discussões e treinamentos para acolher essa comunidade”, afirma a especialista.

Os movimentos sociais e a sociedade civil organizada vêm lutando há anos pela promoção da igualdade de gênero e respeito à diversidade sexual. No entanto, a pesquisa  mostra que ainda há muito trabalho a ser feito para combater o preconceito. É importante ressaltar que o combate ao preconceito não é uma questão de opinião política, mas sim de respeito aos direitos humanos. Todas as pessoas têm direito à liberdade de expressão, à igualdade de oportunidades e ao respeito à sua identidade de gênero e orientação sexual.

Para Alex Araujo, CEO da 4Life Prime Saúde Ocupacional, uma das maiores do Brasil, “é importante que empresas ofereçam políticas que ajudem pessoas da comunidade LGBTQIAP+ a se sentirem seguras dentro do ambiente de trabalho. Seja por meio da inclusão de políticas não-discriminatórias e antiassédio, que incentivem a denúncia e expliquem os tipos de condutas a serem tomadas quando alguma política for violada; pela implementação de ações educativas, através de palestras e atividades, que tenham a participação de todos os funcionários da empresa; e pela promoção de lideranças inclusivas, tornando o ambiente e a estrutura organizacional do local mais alinhada à cultura da diversidade, complementa Araujo.

Portanto, é fundamental que as autoridades e a sociedade brasileira como um todo se comprometam a combater o preconceito de gênero e orientação sexual em todas as suas formas, promovendo a educação, a conscientização e a inclusão social. Somente assim poderemos construir uma sociedade mais justa e igualitária para todos.

A pesquisa realizada pelo grupo Croma, em sua segunda edição em 2020, chamada de  Oldiversity entrevistou 2032 realizadas em 2020, cotas desproporcionais por idade e cotas específicas, considerando gênero, raça, orientação sexual e PcDs, população Brasil, 16 anos ou mais, classes ABC, com cotas por região geográfica. Margem de erro de 2 p.p. para a amostra total, considerando nível de confiança a 95%. Os resultados foram ponderados para representar a população brasileira das classes ABC.

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